terça-feira, 8 de abril de 2014

aula de sexta passada- alteração de calendario, nesta sexta sessão de Pretos velhos


Nesta sexta - sessão de Pretos Velho- adorei as almas!!!




Linhas da Umbanda

As vibrações originais são as faixas vibratórias espirituais em que se agrupam por afinidades diversos seres espirituais, constituindo legiões, falanges, sub-falanges e agrupamentos de espíritos formando as linhas.
Linhas são espíritos que compõem as legiões, falanges e sub-falanges e agrupamentos que se movimentam na proteção e ordenação das vibrações espirituais dos orixás, cada um dentro da sua faixa espiritual afim.
As 7 linhas da Umbanda: Linha de Orixalá (linha de Oxalá), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, Yorimá (preto velho), Yori (crianças) e Iemanjá.


VIBRAÇÃO ORIGINAL
SIGNO
DIA DA SEMANA
ELEMENTO
Oxalá(Orixalá)
leãob
domingo
Fogo
Ogum
Áries ^/Escorpiãoe
Terça-feira*
Fogo/Água
Oxossi
Touro_/Librad
Quarta-feira *
Terra/Ar
Xangô
Sagitário f/Peixesi leão
quinta-feira
Fogo/Água
Yorimá
capricórniogAquárioh
Segunda-feira*
Terra/Ar
Yori /Oxum
Gêmeos`/virgemc
Sábado*
Ar/Terra
Yemanjá
Câncera
sexta-feira
Água
*  quarta-feira, dia também conhecido como dia da semana do orixá Xapanã.
* segunda feira, dia também conhecido como dia da semana da entidade da Quimbanda, Exu.
* - terça-feira, dia também conhecido como dia da semana do orixá Iansã.

As 7 linhas da Umbanda são na verdade as 7 irradiações vivas de *Deus que são essas:

1ª - Irradiação de fé - Oxalá
2ª - Irradiação do amor – Yori/Oxum
3ª - Irradiação do conhecimento - Oxossi
4ª - Irradiação da justiça e razão-Xangô
5ª - Irradiação da lei e ordem - Ogum
6ª - Irradiação da evolução – Yorimá
7ª - Irradiação da geração – Yemanjá



Estas linhas, comandadas pelos orixás, referem-se ao Setenário Sagrado, que é formado por 7 Orixás Ancestrais, doadores das 7 qualidades divinas que dão sustentação da vida. Qualidades estas facilmente identificáveis, pois, também dão origem aos elementos e as energias que alimentam nossos sentidos, os 7 elementos são: cristais, minerais, vegetais, fogo, ar, terra e a água. 
                 

As 7 energias são:

Cristalina, mineral, vegetal, ígnea (fogo), Eólica (vento), telúrica(terra) e aquática.
Cada uma destas energias tem um casal de orixás regente, ambos geradores de magnetismo mental, energia viva e de energias de sentimentos relacionados aos elementos que os distinguem, poderíamos dizer, então, que temos 7 pares de orixás elementais puros que são estes: orixás cristalinos, orixás minerais, orixás vegetais, orixás ígneos, orixás eólicos, orixás telúricos e orixás aquáticos.

Um orixá elementar é um irradiador de um tipo de energia:

•           os orixás elementares do cristal atuam no sentido da fé;
•           os orixás elementares dos minerais atuam no sentido do amor;
•           os orixás elementares dos vegetais atuam no sentido do conhecimento;
•           os orixás elementares ígneos atuam no sentido da razão;
•           os orixás elementares do ar atuam no sentido da Lei e da ordem;
•           os orixás elementares da terra atuam no sentido da evolução;
•           os orixás elementares da água atuam no sentido da criatividade e geração

Orixá
Energia Vibracional
Elemento Equivalente
Sentido de Atuação
Oxalá
Senhor da energia espiritual
Energia mental
Linha da fé
Ogum
Senhor da força sutil hídrica e ígnea
Energia da água e fogo
Linha da Lei e Ordem
Oxóssi
Senhor da força eólica e telúrica
Energia do ar e terra
Linha da conhecimento
Xangô
Senhor da força ígnea e hídrica
Energia do fogo e água
Linha da justiça
Yorimá
Senhor da força telúrica e eólica
Energia da terra e ar
Linha da evolução
Yori
Senhor das energias vitais e éteres
Energia eólica e telúrica (ar e terra)
Linha do amor
Yemanjá
Senhor da energia natural
Energia hídrica (água)
Linha da geração (maternidade)

Obs.: Nos níveis vibratórios destas 7 linhas encontramos os orixás intermediários e regentes de níveis vibratórios, onde são acomodados os seres afins entre si e num mesmo estágio evolutivo e grau consciencial.
Assim em cada linha, resumindo e simplificando temos um orixá maior, 7 orixás intermediários e 49 orixás intermediadores (dando um total de 16.807 orixás intermediadores).

O simbolismo dos “Nomes” dos “Guias Espirituais” da Umbanda:

1- O simbolismo dos nomes, dos Guias é uma forma de os Espíritos não se identificarem por seus nomes terrenos.
2- Os nomes estão associados a elementos da natureza, e como os Orixás regem estes elementos, então os trabalhadores usam o nome da energia que atuam, junto com seu Orixá Ancestral regente.
3-Usar um nome simbólico é muito positivo, pois, sob um só nome, muitos Espíritos podem se manifestar e com isto formam uma linha de trabalho Espiritual voltada totalmente para a religião, seus mediadores, e os freqüentadores dos templos de Umbanda.
4- Os Espíritos usam nomes simbólicos também para anular as vaidades pessoais nos médiuns e impede que um determinado nome possa ser “endeusado” pelas pessoas beneficiarias do seu trabalho luzeiro ou pelo seu médium incorporador.
5- Quanto à aparência que os Espíritos plasmam para se manifestar durante os trabalhos, isso se deve ao fato de que uma energia plasmável reveste o corpo energético como se fosse uma “pele”.
6- Este revestimento palmável é um mistério, pois tanto mostra a aparência que um Espírito teve em sua última encarnação, como reflete seus sentimentos íntimos e seu estado consciêncial.
7- Em função dessas “maleabilidades”, o corpo plasmável dos Espíritos tanto pode ser moldado mentalmente por eles, como pode ser usado como ocultador de suas identidades.
8- Na Umbanda, nem todos os Espíritos – Guias, “ Caboclos” foram índios em suas últimas encarnações e o mesmo se aplica aos “ Pretos - velhos” e às outras linhas de trabalho, tais como ,Exus, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, etc. Mas, para se manifestarem bem caracteristicamente segundo os arquétipos já coletivizados na religião, e já definidos no inconsciente dos Umbandistas, esses Espíritos–Guias podem assim, se apresentarem, pois, caso sejam vistos pelos médiuns videntes, estes não se surpreenderão com a visão de um Espírito “alemão”, por exemplo, falando como um baiano.

9- É muito comum, que os Espíritos usem novas aparências, para ocultarem, seu passado, pois assim “disfarçados”, não serão reconhecidos por possíveis desafetos ou inimigos, entretanto, essas aparências só os ocultam dos que tiverem o mesmo grau visual, pois os Espíritos luzeiros, podem ver quem realmente é o Espírito, por baixo da aparência plasmada.
10- Quanto ás vestimentas que cobrem o corpo dos Espíritos, muitos usam cópias astrais das que usavam no plano material, mas o mais comum é plasmarem mentalmente as vestes que mais os agradam.
11-Também existem vestes simbólicas, às quais recorrem os Espíritos- Guias como as chamadas guias (colares de contas), pois elas servem para identificar a hierarquia a que pertencem e como meio de proteção ao médium.
12- Este fenômeno, das vestes simbólicas é muito usado entre os seres naturais (não encarnantes), pois cobrem seus corpos energéticos com vestes idênticas às dos seus Orixás regentes.
13- E isso, acontece porque eles são manifestadores naturais do mistério dos seus regentes, inclusive, os Guias Espirituais copiaram deles este costume e se cobrem com uma veste igual à dos lideres das linhas a que pertencem , distinguindo-os por falanges.


O simbolismo na Umbanda

A umbanda tem no simbolismo, um dos seus fundamentos, o próprio nome do seu Espirito fundador, é um simbolismo, - Caboclo das sete Encruzilhadas- este nome é totalmente simbólico, pois, caboclo é uma palavra que distinguia as pessoa mestiças do século XIX, os sertanejos  e sete encruzilhadas  são as 7 linhas de Umbanda entrecruzando-se numa vibração regida pelo Oorixá regente de nosso planeta - Oxalá-
Os Orixás regentes dos níveis vibratórias ou faixas evolutivas são evocados também através de nomes simbólicos.
Por exemplo:
Temos um Orixá Ogum, regente aplicador da Lei Maior, mas também temos os Orixás Oguns regentes dos níveis vibratórios, tais como:
1-     Ogum Beira Mar
2-     Ogum Megê –Sete Espadas
3-     Ogum Sete Lanças
4-     Ogum das Pedreiras
5-     Ogum das  Cachoeiras
6-     Ogum das Matas ou Rompe- Matas,
7-     Ogum Sete Ondas, etc.

Orixá Xangô, regente e aplicador da justiça Divina e temos os Xangô regentes dos níveis vibratórios, tais como:

Xangô Sete Montanhas
Xangô Sete Pedreiras
Xangô sete Cachoeiras
Xangô das Matas
Xangô da Pena Branca
Xangô da Pedra Preta
Xangô Sete Raios etc.

Este mesmo sistema de simbolismo, se aplica a todos os outros Orixás regentes, que dão sustentação ás linhas da Umbanda.
Até os Orixás individuais ou pessoas que acompanham os médiuns e que eventualmente incorporam neles, apresentando-se com nomes simbólicos que  identificam seus regentes de  níveis vibratórios.

OBS.: Ogum é Ogum; Ogum Rompe Mato é seu intermediador que atua como ordenador nos campos do Orixá Maior Oxossi, existem milhares e milhares de Espíritos que se manifestam nos templos de Umbanda e se apresentam com nomes simbólicos: Caboclos: Rompe-Mato, Tupinambá, Ubirajara, Beira-Mar, Arranca-Toco, Mata-Virgem, Sete-Folhas, Pena-Verde, Sete-Espadas, Urubatão, Urabatã, Cabocla Jurema, Indaía, Jupira, Jandirá, Janaina, Jacira, Iara Etc.




sexta-feira, 4 de abril de 2014

hoje sessão de Exu


Hoje, sessão de limpeza energetica- Exus! Sejam bem vindos!

O bem e o mal ????

Trecho do  texto de Monica Caraccio ,  do blog Minha Umbanda, vamos refletir...

matrixÉ próprio do ser humano distinguir o bem e o bom do mal e mau. É “importante” para o Homem encontrar um culpado para aliviar e até justificar seu próprio desajuste, incompreensão e desejo, assim como, para materializar aquilo que é imaterial, irracional e injustificável.
Diabo e Exu são os artistas principais nessas cenas, inclusive muitas vezes são confundidos, não é mesmo?
Aí ouvimos discursos e nos encravam doutrinas contextualizadas através de frases do tipo: Exu faz o mal; Exu é um espírito caído; Exu precisa de luz, precisa evoluir… e assim por diante.
Pois bem, o filósofo contemporâneo espanhol Fernando Savater diz que “o que nos convém costumamos dizer que é “bom”, pois nos cai bem; outras, em compensação, não nos convêm, caem-nos muito mal, e o que não nos convém dizemos que é “mau”.
Já o filósofo alemão Leibniz diz que ‘o direito’ deve provir de três princípios morais básicos: Não prejudicar ninguém; Atribuir a cada um o que lhe é devido; Viver honestamente.
E eu afirmo que o “bom e mau” e o “bem e mal” são faces da mesma moeda jogada no tempo e no espaço – tempo e espaço que normalmente perde-se A NOÇÃO, deste modo, desmerece-se a verdade, a realidade, o contexto, o entorno, o passado e o futuro entrando na frequência do mau/mal. Essa perda – mesmo que inconsciente – acontece devido interesses próprios.
Na dúvida, é só avaliar o que você faz questão de lembrar e onde você faz questão de estar. Você perceberá que normalmente se lembra daquilo e se está naquele lugar que, de alguma forma, lhe interessa, mesmo que de forma triste ou destrutiva – os sinônimos do Vitimismo.
-
Também concordo com as afirmativas:
Exu come tudo que a boca come. Exu SÓ COME o que VOCÊ DÁ.
Deus não é apenas substantivo. Deus é verbo. É vibração ordenando, infinitamente, o caos primordial. (Martin Claret)
Exu é o princípio do Movimento, o primogênito do Universo.
A consciência é a presença de Deus. (Swedenborg)
Legba [Exu] é mais forte do que todos os Vodun e, sobretudo, mais astucioso. Indaga de tudo, está a par de tudo. É prudente oferecer-lhe sacrifícios, de que é guloso. Cada pessoa, desde que nasceu, está destinada a um Legba que segue seu homem até a morte, incitando-o, se possível, a fazer tolices. Mas Legba também pode fazer o bem, não fosse pelo motivo de que o mal de alguns é algumas vezes o bem de outros. (Bernard Maupoil)
O que está mais próximo de você é exatamente aquilo que você menos conhece. (Jung)
Na tentativa de discernir melhor os atos, as qualidades, os relacionamentos, as verdades ditas, o sobrenatural, o Ser, o Tempo e o Espaço, mantenho sempre dentro de mim e na ponta da língua as perguntas: Quem é mesmo O Onisciente? O Onipotente? O Onipresente?????
.....
E compartilho também alguns dos nomes de Exu originários das religiões tradicionais africana (na Umbanda os Exus se humanizam por demasia e recebem nomes simbólicos como Exu Caveira, Exu Tranca ruas e assim por diante). Com os nomes também coloco alguns atributos, qualidades e ações de Exu.
Creio que vocês perceberão que não tem nada de mal ou mau. Será????
EXU YANGI = É o princípio de tudo, a própria memória de Olódùnmarè, seu criador. O Senhor da Laterita Vermelha.
EXU AGBA = O mais velho e, por consequência, ‘o pai’ retratado no mito em que Orunmilá o persegue através dos nove Oruns. O Senhor Ancestral.
EXU IGBA KETA = É o terceiro aspecto mais importante de Exu que está ligado ao número três. A terceira cabaça na qual é representado pela figura de barro junto aos elementos da criação. O Senhor da Terceira Cabaça.
EXU OKORITÀ META = É ligado ao encontro dos caminhos ou à encruzilhada: o encontro de três ruas (Y).
EXU OKOTO = É representado pelo caracol-agulha, mostra a evolução de tudo que existe sobre a terra, e está ligado ao Orixá Ajé Saluga, o antigo Orixá da riqueza dos iorubas. O Senhor do Caracol.
EXU OBASIN = É por este nome que é conhecido e cultuado em Ilé Ifè.
EXU ODARA = É o que, se satisfeito através do sacrifício, traz a felicidade ao sacrificante. O Senhor da Felicidade.
EXU OJISÈ EBÒ = É o que observa todos os sacrifícios rituais e recomenda sua aceitação levando as súplicas a Olódùnmarè. O Mensageiro Divino.
EXU ELERU = É o que leva os carregos dos iniciados (Erupin). O Senhor da Obrigação Ritual.
EXU ENUGBARIJÒ = (O COLETIVO) É o que devolve a todos o sacrifício em forma de benefícios. O Senhor da Boca Coletiva.
EXU ELEGBARA = É o todo poderoso que transforma o mal em bem, cujo poder reside na transformação das coisas. O Senhor do Poder Mágico.
EXU GBARA = É um dos mais importantes aspectos de Exu, pois ele é o Exu do movimento do corpo humano, infundido no corpo pré-humano, ainda no Orun por Obatalà, sendo “assentado” no momento da iniciação, junto com o Ori e o Orixá individual. O Senhor do Corpo.
EXU ONA ou OLONA = É o Senhor de todos os Caminhos.
EXU OLOBÈ ou OBÈ = É o senhor da faca, tem de ser reverenciado ao começar qualquer sacrifício em que a faca é necessária. O Senhor da Faca.
EXU ELEBÒ = É o carregador de todos os Ebós. O Senhor das Oferendas.
EXU ELEPO = É ele quem recebe o sacrifício do azeite de dendê.
EXU INA = Um dos aspectos mais importantes desse Exu primordial é presidir o Ipade, sendo o dono do fogo.
..... 
Belo Texto de Mãe Monica, sempre nos acrescendo com suas palavras,  fazendo pensar, com amor, e gratidão compartilho!!!
Myriam Cassariego

domingo, 30 de março de 2014

curso mediúnico- 29 de Março 2014

Raios de luz Umbanda Esoterica

Curso de Umbanda
Os Orixás

 

Um pouco de História:

Na aurora de sua civilização, o povo africano mais tarde conhecido pelo nome de iorubá, chamado de nagô no Brasil e lucumi em Cuba, acreditava que forças sobrenaturais impessoais, espíritos, ou entidades estavam presentes ou corporificados em objetos e forças da natureza. Tementes dos perigos da natureza que punham em risco constante a vida humana, perigos que eles não podiam controlar, esses antigos africanos ofereciam sacrifícios para aplacar a fúria dessas forças, doando sua própria comida como tributo que selava um pacto de submissão e proteção e que sedimenta as relações de lealdade e filiação entre os homens e os espíritos da natureza.
Muitos desses espíritos da natureza passaram a ser cultuados como divindades, mais tarde designadas orixás, detentoras do poder de governar aspectos do mundo natural, como o trovão, o raio e a fertilidade da terra, enquanto outros foram cultuados como guardiões de montanhas, cursos d'água, árvores e florestas. Cada rio, assim, tinha seu espírito próprio, com o qual se confundia, construindo-se em suas margens os locais de adoração, nada mais que o sítio onde eram deixadas as oferendas. Um rio pode correr calmamente pelas planícies ou precipita-se em quedas e corredeiras, oferecer calma travessia a vau, mas também mostra-se pleno de traiçoeiras armadilhas, ser uma benfazeja fonte de alimentação piscosa, mas igualmente afogar em suas águas os que nelas se banham. Esses atributos do rio, que o torna ao mesmo tempo provedor e destruidor, passaram a ser também o de sua divindade guardiã. Como cada rio é diferente, seu espírito, sua alma, também tem características específicas. Muitos dos espíritos dos rios são homenageados até hoje, tanto na África, em território iorubá, como nas Américas, para onde o culto foi trazido pelos negros durante a escravidão e num curto período após a abolição, embora tenham, com o passar do tempo, se tornado independentes de sua base original na natureza.

O contato entre os povos africanos, tanto em razão de intercâmbio comercial como por causa das guerras e domínio de uns sobre outros, propiciou a incorporação pelos iorubás de divindades de povos vizinhos, como os voduns dos povos fons, chamados jejes no Brasil, entre os quais se destaca Nanã, antiga divindade da terra, e Oxumarê, divindade do arco-íris. O deus da peste, que recebe os nomes de Omulu, Olu Odo, Obaluaê, Ainon, Sakpatá e Xamponã ou Xapanã, resultou da fusão da devoção a inúmeros deuses cultuados em territórios iorubá, fon e nupe. As transformações sofridas pelo deus da varíola, até sua incorporação ao panteão contemporâneo dos orixás, mostra a importância das migrações e das guerras de dominação na vida desses povos africanos e seu papel na constituição de cultos e conformação de divindades.

Dentro da cultura do Candomblé, o Orixá é considerado a existência de uma “vida passada na Terra”, na qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos diretos e se mostraram em forma humana.  Essa teria sido uma época muito distante na qual o ser humano necessitava da presença física dos Orixás, pois o ser humano ainda se encontrava em um estágio muito primitivo, tanto materialmente como espiritualmente.
Após passarem seus ensinamento voltaram à Aruanda, mas deixaram na Terra sua essência e representatividade nas forças da natureza.


O que é Orixá?

O planeta em que vivemos e todos os mundos dos planos materiais se mantêm vivos através do equilíbrio entre as energias da natureza.  A harmonia planetária só é possível devido a um intrincado e imenso jogo energético entre os elementos químicos que constituem estes mundos e entre cada um dos seres vivos que habitam estes planetas.

Um dado característico do exercício da religião de Umbanda é o uso, como fonte de trabalho, destas energias. Vivendo no planeta Terra, o homem convive com Leis desde sua origem e evolução, Leis que mantêm a vitalidade, a criação e a transformação, dados essenciais à vida como a vemos desenvolver-se a cada segundo. Sem essa harmonia energética o planeta entraria no caos.

O fogo, o ar, a terra e a água são os elementos primordiais que, combinados, dão origem a tudo que nossos corpos físicos sentem, assim como também são constituintes destes corpos.

Acreditamos que esses elementos e suas ramificações são comandados e  trabalhados por Entidades Espirituais que vão desde os Elementais (espíritos em transição atuantes no grande laboratório planetário), até aos Espíritos Superiores que inspecionam, comandam e fornecem o fluido vital para o trabalho constante de CRIAR, MANTER e TRANSFORMAR a dinâmica evolutiva da vida no Planeta Terra.

A esses espíritos de alta força vibratória chamamos ORIXÁS, usando um vocábulo de origem Yorubana.  Na Umbanda são tidos como os maiores responsáveis pelo equilíbrio da natureza. São conhecidos em outras partes do mundo como "Ministros" ou "Devas", espíritos de alta  vibração evolutiva que cooperam diretamente com Deus, fazendo com que Suas Leis sejam cumpridas constantemente.

O uso de uma palavra que significa “dono da cabeça” (ORI-XÁ) mostra a relação existente entre o mundo e o indivíduo, entre o ambiente e os seres que nele habitam.  Nossos corpos têm, em sua constituição, todos os elementos naturais em diferentes proporções.  Além dos espíritos amigos que se empenham em  nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito  da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.

Nós, seres espirituais manifestando-se em corpos físicos, somos influenciados pela ação dessas energias desde o momento do nascimento. Quando nossa personalidade (a personagem desta existência) começa a ser definida, uma das energias elementais predomina – e é a que vai definir, de alguma forma, nosso "arquétipo".

Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, "Chefe de Cabeça", "Pai ou Mãe de Cabeça", ou o nome esotérico "ELEDÁ".   A forma como nosso corpo reage às diversas situações durante esta encarnação, tanto física quanto emocionalmente, está ligada ao “arquétipo”, ou à personalidade e características emocionais que conhecemos através das lendas africanas sobre os Orixás.  Junto a essa energia predominante, duas outras se colocam como secundárias, que na Umbanda denominamos de "Juntós", corruptela de "Adjuntó", palavra latina que significa auxiliar, ou ainda, chamamos de "OSSI" e "OTUM", respectivamente na sua ordem de influência.
Quando um espírito vai encarnar, são consultados os futuros pais, durante o sono, quanto à concordância em gerar um filho, obedecendo-se à lei do livre arbítrio. Tendo os mesmos concordado, começa o trabalho de plasmar a forma que esse espírito usará no veículo físico. Esta tarefa é entregue aos poderosos Espíritos da Natureza, sendo que um deles assume a responsabilidade dessa tarefa, fornecendo a essa forma as energias necessárias para que o feto se desenvolva, para que haja vida. A partir desse processo, o novo ser encarnado estará ligado diretamente àquela vibração original. Assim surge o ELEDÁ desse novo ser encarnado, que é a força energética primária e atuante do nascimento.

Nesse período, os Elementais trabalham incessantemente, cada um na sua respectiva área, partindo do embrião até formar todas as camadas materiais do corpo humano, que são moldadas até nascer o novo ser com o seu duplo etérico e corpo denso.

Após o nascimento, essa força energética vai promovendo o domínio gradativo da consciência da alma e da força do espírito sobre a forma material até que seja adquirida sua personalidade por meio da Lei do livre Arbítrio. A partir daí essa energia passa a atuar de forma mais discreta, obedecendo a esta Lei, sustentando-lhe, contudo, a forma e energia material pela contínua manutenção e transformação, no sentido de manter-lhe a existência.

A cada reencarnação, de acordo com nossas necessidades evolutivas e carmas a serem cumpridos, somos responsáveis por diferentes corpos, e para cada um destes nossos corpos, podemos contar com o auxílio de um Espírito da Natureza, um Orixá protetor.  É normalmente quem se aproxima do médium quando estes invocam seu Eledá. Em todos os rituais de Umbanda, de modo especial nas Iniciações, a invocação dessa força é feita para todos os médiuns quando efetuam seus Assentamentos, meio de atração, para perto de si, da energia pura do seu ELEDÁ energético e das energias auxiliares, ou "OSSI" e "OTUM.

Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium na Umbanda.


Afinidades

Os filhos de fé não recebem influências apenas de um ou dois orixás. Da mesma forma que nós não ficamos presos à educação e à orientação de um pai espiritual, não ficamos também sob a tutela de nosso orixá de frente ou adjuntó.
Freqüentemente recebemos influências de outros orixás (como se fossem professores, avós, tios, amigos mais próximos na vida material). O fato de recebermos estas influências, não quer dizer que somos filhos ou afilhados desses orixás; trata-se apenas de uma afinidade espiritual.
Uma pessoa, às vezes, não se dá melhor com uma tia do que com uma mãe? Assim também é com os orixás. Podemos ser filhos de Ogum ou Oxum e receber mais influências de Xangô ou Iansã. Posso ser filho de Obaluaiê e não gostar de trabalhar com entidades que mais lhe dizem respeito (linha das almas), preferindo trabalhar com entidades de cachoeiras.
O importante é que nos momentos mais decisivos de nossas vidas, suas influências benéficas se façam presentes, quase sempre uma soma de valores e não apenas e individualmente, a característica de um único orixá.


Orixás - Elementos Primordiais E Suas Ramificações

Orixás

Elemento

Ramificação
Cor
Saudação
Oxalá
Ar-
Ar-
Branco
Epa babá
Iemanjá
Água
Salgada
Branco / Azul
Odô Yá
Nanã
Água
Chuva
Roxo
Saluba Nanã
Oxum
Água
Doce, Cachoeiras
Azul
Ora Yeyê-ô
Oxumarê

Água

Evaporação
Verde e Amarelo
Arrobobô
Ogum
Fogo
Ígneo
Vermelho
Ogum Yê
Ibeji
Fogo
Purificador
Rosa e Azul
Oni Ibejada
Xangô
Fogo
Elétrico
Marrom
Kaô Cabecile
Iansã
Fogo
Emoções
laranja-rosa
Eparrei Oyá
Oxossi
Terra
Fauna
Verde
Okê Arô
Ossãe
Terra
Flora
Verde e Branco
Euê-a
Obaluaiê
Terra
Transformação
Branco e Preto
Atotô

 

Os Elementais


Entre esses espíritos de atuação dentro do campo vibratório dos Orixás de comando, encontramos aqueles que trabalham mais perto de nossa realidade, relacionando-se de forma estreita com os elementos: são os ELEMENTAIS.  São os grandes artífices e alquimistas que nos oferecem as pedras, as folhas, as flores, a água, as forças da natureza.  Eles estão, muito perto de nós, atuando também nos trabalhos dos Guias e da própria Umbanda como um todo.

Os Elementais se apresentam com forma semelhante à humana. De acordo com a variação de consciência e emoção produzem mudanças em sua coloração e até mesmo em sua forma.  Usam seu corpo astral e quando necessário, até materializam seu veículo etéreo.  A forma astral, de acordo com revelação e depoimento de videntes, consiste numa aura esférica multicolorida energética. O veículo etérico dessas entidades é que lhes permite um senso de individualidade.  Nas épocas de crescimento, germinação e desenvolvimento dos vegetais, a vitalidade e atividade desses seres aumenta pelo contato maior com o mundo físico, tornando-os mais visíveis aos médiuns videntes, quando não se materializam temporariamente, dançando e brincando como seres humanos.

No elemento Terra:
·        Nas florestas, por exemplo temos as Dríades, ligadas ao campo vibratório de Oxossi, possuem cabelos compridos e luminosos, são de rara beleza e trabalham diretamente nas árvores.
·        Os Gnomos das árvores trabalham dentro do duplo etérico das mesmas.
·        As Fadas manipulam a clorofila das plantas, estabelecendo a multiplicidade dos matizes e fragrância das flores, formando as pétalas e brotos. Estão associadas à vida das células da relva e outras plantas.
·        Os Duendes que cuidam da sua fecundidade, das pedras e metais preciosos e semi-preciosos.



No elemento Água:
·        Encontramos as Sereias que ficam perto dos Oceanos, rios e lagos, de forma graciosa e energética.
·        Nas cachoeiras estão as Ondinas, que muito ajudam nos trabalhos de purificação realizados pela Umbanda nas cachoeiras.

No Elemento Ar:
·        Os Silfos que estão sob a regência de Oxalá. Como as Fadas, se apresentam com asas, movimentando-se com extrema rapidez.

No Elemento Fogo:
·        As Salamandras são elementais do FOGO.  Se apresentam como correntes de energia ígnea, que se precipitam, sem se afigurarem como seres humanos. Atuam nas energias ígneas solar e do fogo em geral.



Os 7 Raios Dos Orixás



Raio

Orixás

Regência

Oxalá

regente do elemento ar.
Iemanjá
regente das águas salgadas
Nanã
regente das águas das chuvas
Ogum
regente do fogo na forma intrínseca
Ibeji
regente do fogo como energia mágica
Oxossi
regente das matas (fauna e flora)
Ossãe
regente das folhas (ervas) medicinais
Xangô
regente do fogo elétrico e energético
Iansã
regente do fogo psíquico
Oxum
regente das águas doces
Oxumarê
regente das águas em evaporação
Obaluaiê
regente do elemento terra


Estes são os Raios dos Orixás de Umbanda, comandantes das energias criadoras, mantenedoras e transformadoras dos elementos da natureza, tendo sob seus comandos legiões de espíritos de várias vibrações evolutivas dentro de seu Raio.  Eles realizam o milagre da vida e distribuem essa energia no corpo da magia, para os locais que delas necessitam, para ajuda e fortalecimento dos espíritos encarnados e desencarnados.

As 07 Linhas dos Trabalhadores Espirituais de Umbanda, não devem ser confundidas com os Sete Raios de que estamos tratando, uma vez que estas Linhas são dos Regentes planetários das energias da natureza.



Classificação dos Orixás na Umbanda:

1º)       Orixás Virginais = Recebem do supremo Espírito Reino Virginal
2º)       Orixás Causais = Aferem karma causal
3º)       Orixás Refletores = Coordena Energia – Massa
4º)       Orixás Originais = Recebem dos três as vibrações universais
5º)       Orixás Supervisores = Supervisiona as leis universais
6º)       Orixás Intermediários = Senhores dos tribunais solares do Universo Astral
7º)       Orixás Ancestrais = Senhores de toda a hierarquia planetária

·        Todos os Orixás Ancestrais são subordinados à Cristo Jesus que é o tutor máximo da Terra.
·        Os Orixás Ancestrais são os que conhecemos na Umbanda.

Entre os espíritos que atuam dentro da vibração energética do nosso Eledá, é escolhido um para nos acompanhar mais de perto, seja pela afinidade com o ser encarnado ou pelo simples desejo de acompanhar esse espírito na sua caminhada encarnatória.  No caso de médiuns, normalmente este espírito é aquele que incorpora quando invocada a vibração do Orixá principal.

Os Orixás, dentro do culto Umbandista não são incorporados.  O que se vê dentro dos vários terreiros, centros, tendas etc, são os falangeiros dos Orixás, espíritos de grande luz que vem trabalhar sob as Ordens de um Orixá.  Os Falangeiros incorporam em seus “cavalos” e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá.


Orixás cultuados na Umbanda:
Oxalá, Ibeiji, Obaluayê, Ogum, Oxossi, Xangô, Iansã, Iemanjá, Nanã, Oxum.

Outros Orixás:
 Obá, Ewa, Logun-edé, Iroko, Ossãe, Oxumarê, Tempo, Orumilá, Ifá.



Os orixás:  Obá, Ewa, Logun-edé, Iroko, Ossãe, Oxumarê, Tempo, Orumilá, Ifá e Ibeiji não formam a Tríade do Coronário dos médiuns na Umbanda.





Você Aprendeu:

Como Surgiu A Crença Nos Orixás; O Que É Orixa; A Importãncia Dos Orixás Na Ordem Universal; O Que É Um Orixá De Cabeça; O Que São Eledá, Ossi E Otum; Porque Temos Maior Afinidade Com Um Ou Outro Orixá; Os Elementos Da Natureza Regidos Por Cada Orixá; Quem São E Qual A Função Dos Elementais; O Que São E Quais São Os 7 Raios; A Classificação Dos Orixás Na Umbanda; Se Na Umbanda, Incorporamos Orixás; Quais Orixás são, e quais não são, Cultuados na Umbanda.